Small Black @ MusicBox

“Quero visitar tudo o que o Anthony Bourdain visitou quando cá veio” diz Juan enquanto atravessávamos o Terreiro do Paço.

Com algumas horas para matar após a nossa entrevista, convidámos Josh, Ryan e Juan a dar uma volta pela cidade “desde que voltássemos a horas para o concerto”. Nenhuma de nós é nativa, mas também não é difícil. Do Cais do Sodré até ao Terreiro do Paço junto ao rio, passando pela Rua Augusta até ao Rossio, onde obviamente parámos para beber uma Ginjinha. Após alguns ‘saúdes’ e já a subir a Rua do Carmo, estoiram fogos de artifício no céu. Prenúncio de alguma coisa? Caminhamos até ao Largo Camões e descemos a Rua do Alecrim de volta à Rua Cor-de-Rosa (soa familiar, não?). Enquanto eles se foram preparar ao hotel, nós entrámos no já mítico MusicBox.

A atmosfera lá dentro no sábado à noite, não antecipava uma noite memorável. Meia dúzia de gatos pingados sentados no sofá ou encostados à parede aguardavam por entre conversas e bebidas na mão. Mal sabiam eles e mal sabíamos nós o que a noite nos tinha preparado. As músicas vibrantes de Small Black estavam a poucos minutos de distância quando a sala se começou a compor.

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Depois de uma mudança de guarda roupa, de t-shirts para umas belas camisas brancas (menos o Ryan que ia de preto, para ser do contra) e um jeito no cabelo, estavam prontos para começar o set. Vá, com uma cerveja ou o whiskey na mão, já não passasse da meia-noite.

A entrada no palco assinalava a estreia dos músicos nova-iorquinos em Portugal e por entre as luzes coloridas, os Small Black arrancam com um set com tanto groove e boa energia que toda a gente se deixou levar pelo som. Têm uma presença ímpar em palco… Os movimentos desajeitados mas cativantes do Josh, o vocalista; o abanar da cabeça ritmado do Ryan, o teclista; o compasso absorvente da bateria do Jeff e o balanço do baixo do Juan, mesmo no limite do palco que quase nos faz acreditar que se quer juntar a nós na dança.

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A abertura do concerto ficou marcada pelos ritmos citadinos de ‘Only a shadow’ do novo álbum ‘Limits of Desire’. Durante todo o set não houve nenhum membro do público que estivesse parado, muito menos durante músicas como ‘Despicable Dogs’ ou ‘Breathless’. A música escolhida para terminar o concerto foi ‘No Stranger’, um arraso que nos levou a ganhar umas boas bolhas nos pés, tanto foi o entusiasmo com que dançámos. O concerto tinha chegado ao fim ou pelos menos pensávamos nós! O público, apesar de pouco chamou o quarteto de volta ao palco e, como bons rapazes que são, satisfizeram o nosso desejo e terminaram com ‘Moon Killer’ – a nosso ver, de uma forma brilhante!

As músicas dos Small Black são tão adequadas a festas sofisticadas numa penthouse em Nova Iorque como a clubes mais pequenos e obscuros. É a versatilidade que faz destes rapazes do outro lado do oceano, uma das bandas a ter em atenção no futuro. Algo me diz que há um cantinho reservado para eles num festival português no próximo ano, e, se isso acontecer nós lá estaremos, prontos a celebrar com uma bela garrafa de ginjinha, que eles tanto gostaram (culpa nossa, ups!).

(Estas salas meio vazias/meio cheias! Depois quando os Small Black voltarem toda a gente se vai perguntar porque raio não foram ao concerto de estreia. Same old story, já nos aconteceu a todos não é?)

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“I want to visit every single place Anthony Bourdain visited when he was here!” Juan said while we were going across Terreiro do Paço. With some hours to spare after our interview, we invited Josh, Ryan and Juan to come with us for a quick tour in the city “as long as we come back on time for the show”, they said. None of us is from Lisbon, but fortunately for us, we know the hotspots. From Cais do Sodré to Terreiro do Paço by the river, through Rua Augusta to Rossio, where obviously we stopped to drink Ginjinha. After some ‘Saúdes!’ (that’s portuguese for cheers!) and already going up Rua do Carmo we saw fireworks. Was it an announcement for how the night would turn out? We walked to Largo Camões and then we went down Rua do Alecrim back to the Pink Street (sounds familiar, doesn’t it?). While the boys went and got ready at the hotel, we got in the already mystic MusicBox. 

The atmosphere inside MusicBox wasn’t that much of a good presage for a memorable night. Half a dozen of people sitting on the couch or leaning against the wall waited while talking and drinking. Barely did they know knew what was about to happen that night. Small Black’s vibrant songs were a few minutes away when the room was slowly filling up.

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 After a change in the wardrobe from t-shirts to some fancy white shirts (excluding Ryan, who was wearing black, just to go against the trend) and a hair flip, they were ready to start the set. Okay, with a beer or whiskey in hand – it was past midnight.

 Entering the stage marked the premiere of these four New York musicians in Portugal and, between colourful lights, Small Black started their set with so much groove and positive energy that everyone was carried away by the sound. They have an amazing presence on stage…Josh’s clumsy yet captivating moves; Ryan’s music coordinated headbanging; Jeff’s engaging rhythm on the drums and Juan’s swing on the bass guitar right on the end of the stage which almost made us think he wanted to join us in our dance.

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The concert opener was marked by the sophisticated rhythms of ‘Only a Shadow’ from the new album ‘Limits of Desire’. There wasn’t a person in that room that was still, specially during songs like ‘Despicable Dogs’ or ‘Breathless’. The chosen song to end the set with was ‘No Stranger’, an amazing song that took us to dance so much, our feet are still hurting – we have blisters to prove it!

The concert was coming to an end, at least that’s what we thought! The audience called the quartet back to the stage and, as the good guys they are, they fulfilled our wishes and ended the long set with ‘Moon Killer’ – in our opinion, brilliantly. 

Small Black’s songs are suitable for either sophisticated parties in a New York penthouse or smaller, darker clubs. It’s the versatility that makes these guys from across the pond, one of the bands to check in the future. Something tells me there’s a reserved corner for them in a portuguese festival next year, and, when that happens, we’ll be there, ready to celebrate with a big beautiful bottle of ginjinha (they loved it – our fault, oops!).

(What’s up with these half full/half empty venues?! Next time Small Black come here, everyone will be asking themselves why didn’t they go to their first show here in Portugal. Same old story, happened to all of us, right?)

– texto de/ written by Ana Viotti e Joana Paiva

– fotos de/ photos by Ana Viotti

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